Domingo, 12 de Setembro de 2010

Ser mãe

É nascer de novo!

E quanto mais lia o artigo da Sónia Morais Santos, mais me aproximava do ano 2001, quando nasceu o meu primeiro filho.

Tantas memórias e tantas lembranças, muitas amargas, acreditem!

Uma gravidez planeada, um filho muito desejado e muito amado, nem sempre é sinónimo de felicidade imediata.

Muitos foram os momentos de loucura e a adaptação foi difícil.

Não acredito nessa conversa dos casais ditos modernos, de que nada muda e que continuam a fazer o mesmo tipo de vida, sem qualquer tipo de restrição.

É bem capaz de ter alguma ponta de verdade para aqueles, que depositam os filhos na casa dos avós, todos os fins de semana, ou aproveitam para dormir uma manha inteira de um sábado ou um domingo, enquanto o cachopo está entretido a ver televisão, sabe-se lá, qual o canal e sem contar com os bolicaus que já comeu.

Nenhum dia, depois do nascimento de um filho volta ser igual, deixem- se de tretas.

Nos primeiros dias então, o medo, a falta de jeito, o cansaço, as duvidas, passam a estar presente em tantos momentos!

Quando damos de mamar, ou tentamos, quando os levamos semanalmente ao centro de saúde para serem pesados e não engordaram mais do que 50 ou 100 gramas, cai o mundo na nossa cabeça.

Somos acusadas de não estar a comer convenientemente, porque o que queremos é começar a perder aqueles quilos que ganhamos na gravidez ou porque somos impacientes e a criancinha não mama o suficiente, porque ser mãe a sério, é passar horas com criança no peito, mesmo que esteja a dormir e a mama tenha a função de chupeta.

Passamos a ser desnaturadas se não acordamos o bebé, na hora da mamada, porque já está a dormir há mais de duas horas.

Mal interpretadas, que não acatamos as indicações de quem já pariu e criou muitos filhos.

Que antigamente não se fazia assim e no entanto, estão aí, a dar e vender saúde.

Mesmo que devoremos livros e mais livros, vamos dando conta que nem tudo lá está, nem pode estar.

Cada criança é diferente e o nosso instinto é tantas vezes sobrevalorizado pelos sabichões.

É que realmente, o que uma mãe inexperiente precisa é de tempo e de respeito, que os outros já tiveram a sua oportunidade de serem pais e mães.

Deixem-nos ser também!

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publicado por susana às 17:05
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2 comentários:
De Libania a 13 de Setembro de 2010 às 14:22
Mas a nossa sociedade é mesmo assim...intrometida e "exigente", sendo que, quando se chega a certa idade, começam as perguntas, algo malévolas, do tipo: "quando te casas?", seguindo-se, após o "nó", "já era tempo de teres um filho, não?", e, após o nascimento do primeiro filho, surgem logo as palavras soberanas, de "quem sabe tudo", "vai pensando em dar um irmãozinho ao teu filho, porque ter só um filho...e surge um chorrilho de disparates! Não há nada como exigirmos de nós próprias uma independência o mais forte possível, em relação à opinião alheia, seja acerca de filhotes ou de outra matéria qualquer! Eu, talvez por me ter submetido demasiado tempo a opiiniões de terceiros, já não vou em cantilenas, e, como as filhas dizem, respondo sempre "à letra", quando ouço frases "bem intencionadas"!
Mas, já me alonguei muito, e, fugindo ao tema do post, como posso fazer-te chegar às mãos, malaguetas sininho, para o teu moreno aproveitar as sementes? Porto, Santa Maria da Feira, Aveiro, ou...fico a aguardar sugestões.
bj
De Cristina a 14 de Setembro de 2010 às 10:18
também li a reportagem e a frase que me ficou na memória foi "DEIXEM AS MÃES EM PAZ", pelo Dr. Mário Cordeiro. A fase inicial é um turbilhão de emoções, as hormonas andam aos saltos... e depois aparecem as professoras doutoras, catedráticas em maternidade sempre dispostas a dar palpites que normalmente não correspondem ao que queremos ouvir...

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