Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

Mais vale vergar do que partir

A consciência e os valores de cada um devem estar acima de qualquer coisa.

Obviamente e porque vivemos em sociedade devemos aprender a ceder e a aceitar aquilo que menos gostamos nos outros, porque afinal, isso podem apenas ser diferenças e não implicam ou não têm que implicar divergências. 

Não toleramos, somos demasiado exigentes e muitas vezes não admitimos o erro e não perdoamos.

Facilmente ficamos desacreditados e esquecemos as vivências e o tempo passado.

Esquecemo-nos, que o passo dado, muitas vezes é por nós permitido e se numa outra altura, até teríamos sido condescendentes, noutra conjuntura geramos agressividade e azedamos relações.

Se fossemos mais complacentes e soubéssemos escutar verdadeiramente, muitos desentendimentos seriam evitados. 

Na possibilidade de não serem acautelados podem sempre ser transpostos e vencidos. 

Estou em crer que se vergássemos mais vezes e trajássemos sabedoria, facilmente percebíamos que mais vale vergar do que partir. 

Se algum dia foi verdadeira, a amizade nunca morre e sabe lidar com as vicissitudes da vida e não são palavras, que abalam a estima e o bem-querer. 

Digo-vos amigas, mais vale vergar do que partir e o entendimento é sempre possível, basta querer.

 

publicado por susana às 19:22
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4 comentários:
De silvia a 26 de Outubro de 2010 às 09:10
concordo perfeitamente, mais vale vergar do que partir.
são valores que me foram passados e que tento exercitar sempre que possível .
até hoje, existe varias coisas que me foram transmitidas pela minha grande MÃE , ..."deixa que os teus actos / atitudes falem por ti
se assim fizermos e bem mais fácil
agora as atitudes dos outros não podemos controlar.
mesmo que não concordemos com elas.
mas digo do fundo do coração, existem atitudes que magoam e que nos fazem sofrer.
eu sou da opinião que as dificuldades nos fazem avançar e nos fazem mais fortes, mas...
o que não nos mata, faz-nos mais fortes, portanto vamos lá enfrentar as dificuldades com sorriso e animo.
se não forem vencidas, podem sempre ser contornáveis e qd isto não é possível .
se cairmos por terra pq fomos vencidos, fica sp a experiência , que nos será mui útil numa futura situação.
bem haja para todos
De Anabela a 26 de Outubro de 2010 às 23:51
Ora vamos lá incendiar isto, que é disto que o meu povo gosta:-)
Concordo com tudo o que por aqui se escreveu, no entanto gostaria de acrescentar que às vezes ficamos magoados com as atitudes dos outros e não pensamos que de igual modo também os magoamos com as nossa próprias atitudes. E melhor que escrever é falar, pois a falar é que as pessoas se entendem. E para terminar deixo um texto, um pouco longo, mas muito bonito e que vale a pena ler e pensar (penso que já o conhecem).
Desculpem qualquer coisinha, mas já sabem que tenho mau vinho :-)

" Ressuscitar cada dia
Como quase todos nós, ainda mal entrados na vida, logo a ser mergulhados na abundância de um amor imenso, não conhecemos a dor, da traição, do desalento, da contrariedade, mas também não conhecemos a alegria do perdão, a alegria do "fazer as pazes". E contudo o nosso nascimento, ou todos os dias o nosso renascer para um dia novo, longe de qualquer ideia de magia, é um dinamismo de vida constante. Interpela a autenticidade do nosso viver, a grandeza dos nossos sonhos, a coragem nas dificuldades. Como diz José Carlos Bermejo: "Cada vez que nos 'pomos em pé', ressuscitamos. Cada vez que conseguimos que triunfe a vida e o amor sobre qualquer forma de morte e limite humano, apostamos e experimentamos a ressurreição."
Uma das mais profundas experiências de ressuscitar é a do perdão. O perdão dá a possibilidade de curar as feridas, de reconstruir o que parecia condenado à morte, de manifestar a beleza, não de quem é perfeito, mas de quem pode aprender com os erros. Claro que o perdão é um longo caminho, e também passa pela morte. A morte do orgulho e do egoísmo, a morte da auto-suficiência e das aparências, a morte dos limites postos ao amor e dos sonhos que não vão mais longe! E toda a morte dói muito!
Sim, em pequenos e grandes gestos somos capazes de morte, mas também confirmamos que somos capazes de ressurreição. "Nascer de novo" é desafio em cada dia, mas especialmente naqueles que as nossas piores escolhas encheram de trevas. A tristeza, a mágoa, a revolta, a traição e o medo não se curam facilmente; só com um amor sem limites. Mais do que esquecer, perdoar é redescobrir a vida em abundância que hoje nos é dada para darmos!

O renascer todos os dias, implica mergulhar fundo na vida. Pobre é quem fica no cais, quem se agarra ao medo e às seguranças. Sempre que mergulho, ressuscito. E então, "onde havia abatimento, há rosto erguido; onde havia solidão, há comunhão", como escreve José Carlos Bermejo".
De susana a 27 de Outubro de 2010 às 00:12
Concordo plenamente, daí o título... e a falar é que as pessoas se entendem e por vezes só nestas condições se resolvem mal entendidos ou desavenças.Deixar como está também não me parece ser o mais saudável, mas é só uma ideia, que eu não sou de cá, só vim ver a bola. Mas também tenho mau vinho, se alguém quiser. E já agora não conhecia este texto, que é lindíssimo!
De Anabela a 27 de Outubro de 2010 às 00:51
Tenho pena é que ao falar, não se falem com as pessoas que se deviam falar.
Mas lá estou eu com o meu mau vinho outra vez. Bom, agora vou deitar-me, mas antes ainda vou fazer duas festinhas ao gato, que esse ao menos tem mau vinho mas gosta de mim :-)

E amanhã, bora lá todos ressuscitar... E agora que me iniciei nas andanças dos comentários, olha não quero outra coisa!!!

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