Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Sou doida por malas com a RFM

Pelo menos acabei por decorar a frase ao fim de duas semanas com um post-it colado no telemóvel para que o esquecimento da frase não me atraiçoa-se, caso me ligassem.

Ainda hoje vem ao meu pensamento quando o telefone toca.

Confesso que até ao último dia tive esperanças de que me ligassem ou não tivesse eu concorrido se não acreditasse de que haveria a possibilidade de ser contemplada com a bendita mala.

Foi por demais, tamanha ansiedade, mas deu para perceber que se calhar não sou assim tão sou doida por malas, só gosto é muito delas, porque não tenho para cima de 10, nem coisa que se pareça.

Não estava sequer à altura das que responderam que tinham bem mais de 30 ou 40 malas.

A última contemplada passou a ter 50 malas, e isto sim é ser doida varrida, a não ser que sejam todas de contrafacção, da Parfois e por aí, por aí...

De qualquer forma a feliz contemplada já tinha duas malas FURLA  e acabou por ficar com três, sim, porque a última mala, não deixava de ser um bocadito totó, branca e pequenita... mas a cavalo dado não se olha o dente, nem que tinha uma pequena cárie, que é como quem diz, branca.

No entanto valeu o esforço e agora só me resta esperar por outro concurso, quem sabe de sapatos...mas pelo sim pelo não, vou optar por uma frase mais curta, mais simples..

Se calhar foram eles que não souberam interpretar a frase com que concorri de tão elaborada que era.

 

A minha frase...

É uma relação de dependência psicológica a que tenho com as malas.
Não pondero sequer iniciar um processo de terapia ou desintoxicação, entre mim e este objecto magnífico existe uma relação de vassalagem e não há nada que se iguale à fascinação, muitas vezes acompanhada de arritmia, suores e um frenesim que me percorre a espinha quando vejo uma e não a posso levar para casa comigo.
(até fico nervosa só de pensar nelas)  

  

 

 

sinto-me: inconsolável
publicado por susana às 21:57
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

A Terra dos Sonhos

 

                          

Desde ontem que já tenho o espírito de Natal entranhado em mim.

Confesso que entrei com os meus filhos na quadra Natalícia, da melhor forma possível, a cantar, só faltou mesmo o meu marido que mesmo que desafinasse iria fazer boa figura, tenho a certeza.

Os nossos dotes vocais não foram colocados sequer à prova, valia apenas a boa disposição e a alegria a transmitir, ou não fosse uma canção de encantar, alusiva ao Natal.

O projector não nos deixou falhar na letra da canção e mesmo as derrapagens na voz e no timbre não foram importantes.

Todos juntos e a uma só voz, encantamos.

Até a neve tivemos direito, feita de bolinhas de sabão, é certo, mas branquinha como manda a tradição enquanto lá fora do auditório, chovia e fazia muito frio.

Participei com os meus filhos no Videoclip do tema inédito de Natal "Bem Vindo à Terra dos Sonhos", em Santa Maria da Feira.

Não sabia bem ao que ia, mas valeu a pena a surpresa e quando se fala em Natal, só mesmo se eu não poder, ou as forças me faltarem por completo.

Os miúdos deliraram, a mais nova dançou e o mais velho cantou e todos agitamos os braços no ar, ao som da música.

O cansaço dos mais pequenos ia sendo notório à medida que o tempo ia passando.

A pouco e pouco todos iam bocejando e lá estavam as mães sempre atentas para que essa atitude não se prolongasse no tempo ou não se repetisse, como se de má educação se tratasse. Não vá aparecer um filho meu num videoclip de boca aberta que não seja a cantar. 

Foi uma participação inédita mas a repetir com certeza, que coisas assim com os nossos filhos, não acontecem todos os dias.

Um dia destes os meus amigos até nos vêem na televisão ou mesmo numa revista qualquer, ou quem sabe num ecrã gigante a modos que a divulgar o evento, quanto mais não seja quando forem à Terra dos Sonhos, em Dezembro.

 

 

 

sinto-me:
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publicado por susana às 13:14
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

O passeio higiénico de Domingo

 

        

                                                                        

 

Chovia quando resolvemos ir passear.

Vestimo-nos a rigor e lá fomos desbravar o monte à procura do desconhecido e também de castanhas.

Os ouriços estavam caidos no chão mas alguém antes de nós teve a mesma ideia e antecipou-se.

Castanhas nem vê-las.

Percorremos pelo trilho enlameado, pelo chão coberto de folhas que mais parecia uma manta trabalhada em tons de castanho.

Vimos imensos cogumelos, de diversas formas e feitios mas um deles chamou a nossa especial atenção, pelo seu tamanho e beleza invulgar.

Não deixou de ser uma manha divertida e apesar de trazermos as mãos vazias de castanhas, arrancamos vários sorrisos à nossa filha que se perdeu de amores pela natureza e pelo passeio com que a presenteamos.

 

 

                                     cogumelos 004                cogumelos 003

 

publicado por susana às 00:19
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Para o meu amor

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

 

William Shakespeare

publicado por susana às 23:55
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Estou triste

Depois de um fim-de-semana que passou a correr com um feriado a um Domingo e que por si só já é razão mais do que suficiente para me deixar chateada, nesta segunda-feira, desejo a todos os meus amigos uma óptima semana.

Deveriamos aproveitar para fazer algo de que realmente gostamos, porque existe sempre um tempinho para nós e mesmo que se pense que é pura demagogia temos que acreditar que esse tempo nos faz falta e nos pertence.
Uma ida ao ginásio, um momento de leitura, um programa televisivo, um café com um amigo, apurar dotes culinários, uma caminhada por mais curta que seja e muito, muito mais.
Cada um sabe na sua verdadeira essência o que lhe dá mais prazer, por isso não é suposto desperdiçarmos o nosso dia e adiar a vida para mais tarde e vivermos com a certeza do que queremos mas com a incerteza de que amanha já poderá ser tarde.
Não me quero voltar a deitar com a sensação de que não fiz pelo menos uma coisa de que gosto, nem adormecer magoada com alguma palavra proferida por alguém que amo e que também me ama a mim, sem que lhe diga o que sinto verdadeiramente e o impacto que teve em mim aquilo que foi dito.
Não são precisos mais do que breves minutos e até mesmo em forma de oração podemos fazer uma introspecção para perceber onde falhamos, se realmente erramos e se deveríamos ter feito em determinada altura um pedido de desculpas.
Devemos deixar sempre uma porta aberta à tolerância, mas ter a coragem para dizer o que realmente sentimos na hora certa.
De nada vale adormecer com o coração pesado e machucado pois não teremos uma noite tranquila e o nosso corpo não irá descansar e de manha quando acordamos, mesmo depois de umas horas de sono, tudo estará na mesma, ou não.
Haverá quem não tenha uma segunda hipótese de se redimir ou de ouvir uma palavra merecida.
Falar pode ser duro mas não falar corrói e deixa-nos infelizes.
Mudar as nossas atitudes e os nossos comportamentos assusta-nos, mas não o fazer, ou nem sequer tentar, não nos dignifica nem nos faz crescer.
Tolerar, ouvir, perdoar e esperar que aceitem o nosso pedido de desculpas é o mínimo que devemos fazer por nós e pelos outros.
Eu hoje acordei assim, com o coração apertado porque ontem me deitei triste, porque não partilhei as minhas angústias, porque não compreendi, porque não pedi perdão, porque não fui tolerante nem me toleraram.
Deitei-me vazia de afectos, de um abraço, de um aconchego para uma noite serena e tranquila.
A cada noite que chega e quando deitar a cabeça no travesseiro, que seja com a certeza do dever cumprido, para com o mundo, os meus amigos, os meus filhos, o meu marido, mas acima de tudo para comigo mesma.
Confesso que desde sábado me sinto arrasada porque algo de terrível aconteceu ao irmão de uma formadora do curso que frequento.
Hoje chegou a confirmação de que faleceu e amanha vai a enterrar.
Gelei quando li o e-mail que me enviaram a dar conta do sucedido. 
Como se justifica, quem me explica, quem me dá uma razão pláusivel para o sucedido? Quem lhe roubou a vida e porquê? 
Dá que pensar e assusta-me tanto!
Travamos lutas intensas quando na verdade há quem não tem alternativa, não para fazer valer a sua palavra, mas para simplesmente se manter vivo.
Há uma ferida aberta para quem chora a morte de alguem, que muitas vezes demora a fechar e noutras tantas mantem-se aberta para sempre, mas não me parece justo que uma vida seja ceifada assim,mesmo que me digam que não sofreu, que morreu durante o sono, tranquilo.
É arrepiante, nem a oportunidade teve de lutar contra esse monstro que se chama morte.
A todos os familiares e amigos manifesto o mais profundo sentimento de pesar.
  
    
Que a coragem não me falte, ao acordar
Que o olhar não se turve, se chorar
Que os ombros não se curvem, se pesar
Que o sorriso não esmoreça, se gelar
 
Título: Coragem
Autor(a): Maria Carrilho
Data: Primavera de 2003
  
 

 

publicado por susana às 22:40
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