Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

AVATAR

foi o primeiro filme que vi este ano.

Nos últimos tempos, passam-se meses sem ir ao cinema e desde Dezembro, já conto com dois filmes vistos.

Que seja um bom presságio.

O filma AVATAR foi fenomenal.

Confesso que fujo dos filmes futuristas mas este adorei.

A confusão inicial, a adaptação aos óculos e o facto de ter ficado sentada na 2ª fila não abonou em meu favor, mas tudo apenas nos minutos iniciais.

Nem as quase três horas dentro da sala de cinema, sem um único intervalo, tornou maçuda aquela aventura.

Recomendo vivamente.

 

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publicado por susana às 22:23
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Sardinha certificada

Estamos no bom caminho, pois sim senhor.

A partir de hoje e em toda a península ibérica, a sardinha portuguesa é a única espécie de peixe que passa a ter certificação de qualidade, usando um rótulo azul com distintivo desta premissa.   
A certificação tem validade por 5 anos, sujeita a auditorias anuais.
Já só penso no nosso rico S. João.
Vai ser de arromba!
- Venha ao S. João do Porto comer sardinha certificada.
- Quantas quer, freguês? São de rótulo azul, das nossas, do nosso máriii!
 
Que bela sardinha assada
Vamos dar ao auditor
Do nosso mar certificada
Agora com muito mais valor
 
Não há dúvida de que todos vamos sair a ganhar, com certeza que sim, mas as auditorias anuais a que o sector será sujeito, fazem-me alguma espécie, confesso.
Serão as sardinhas auditadas? De que forma vão ser chamadas à presença do auditor para responder a questões tais como, o que tem comido ao longo deste ano, nadou para longe e fez férias em águas não portuguesas, namorou alguma sardinha emigrante ou esteve a residir mesmo que temporariamente, noutras águas que não as nossas?
Com certeza que também irão responder a inquéritos de satisfação, mas não será impedimento para o fim a que estão destinadas.
Não há nada como uma bela sardinha assada a pingar no pão.
 

 

sinto-me:
publicado por susana às 12:04
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

O mar da Aguda, o meu mar!

 

 

Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...

Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?

A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!

E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...

Olavo Bilac, in "Poesias"

 

sinto-me:
publicado por susana às 22:28
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A Nespresso e a reciclagem

Para os que não sabem ou para quem já esqueceu, a Nespresso faz a reciclagem das suas cápsulas.

Em Portugal, a Nespresso desenvolveu a sua própria rede de recolha de cápsulas usadas.

As boutiques Nespresso constituem o primeiro elo da cadeia.

Cabe-nos também a nós contribuir para a melhoria do meio ambiente, guardando as cápsulas usadas para posterior entrega. 

A Nespresso desenvolveu um contentor muito fashion, com um design requintado para guardarmos as cápsulas em casa e transporta-las até ao ponto de recolha, basta para isso desembolsar 20€ ou simplesmente optar por coloca-las num saco.

O que importa é reciclar.

Todos os componentes das cápsulas são recicláveis, tanto o alumínio de revestimento como os resíduos de café.

Para ser reciclado, o alumínio é simplesmente derretido e o processo pode ser repetido infinitamente, enquanto que que os resíduos de café podem ser utilizados como fertilizante natural para a agricultura ou como fonte de energia para o aquecimento doméstico.

Eu vou ajudar, não custa nada.

Façam o mesmo.

 

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publicado por susana às 14:26
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Muita chuva

Os ventos fortes e a chuva que tem caído com uma fúria louca, continuam sem dar tréguas.

A noite de ontem não foi excepção.

 

- Filhote, vai  buscar a lanterna! É capaz de falhar a luz.

- Mãe, é por causa dos trovões, não é? Perguntou a mais nova.

- Não filhinha, é por causa do vento.

- E o que é que acontece?

- Não te preocupes, se a luz falhar temos a lanterna.

- Mas a televisão fica acesa, não fica?

 

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publicado por susana às 12:20
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

A primeira participação

 

        

  A Nazaré recebeu-o de braços abertos.

           Estava bastante nervoso e quando o pai o deixou com o restante grupo, ainda de    madrugada, era fácil perceber tanta ansiedade.

Foi assim no dia 9 de Janeiro, tudo foi novidade para ele.

A longa viagem de camioneta, uma prova verdadeira à espera dele, adversários desconhecidos, tanta gente diferente, tanta tensão em busca de uma medalha que ele não conquistou.

- Já estou desclassificado. Perdi 8-0. Já não pratico mais, hoje.

Foi difícil digerir a derrota, e entre beijos e palavras de ânimo, pouco faltou para que uma lágrima caísse.

- Também não me importo! Ganhar ou perder é desporto.

Esta frase tão repetida por nós, lá lhe valeu de desculpa e aos olhos dos outros estava conformado com o resultado.

Mas eu conheço-o tão bem e facilmente percebemos, pela colocação da voz o que lhe vai na alma.

Ele estava triste, só isso, o desapontamento há-de vir mais tarde, quando ele sentir que o esforço e a preparação não estão a ser suficientes para os resultados que se pretendem obter.

Mas isso há-de vir com o tempo e cabe-nos a nós ensiná-lo a ultrapassar a frustração e responder a um pedido de ajuda mas sem a antecipar.

Há-de dar-se conta das reais dificuldades e que os fracassos fazem-nos crescer num processo de melhoria constante com sucesso garantido que se traduz em aplausos, medalhas, reconhecimento e mérito.

Ganhar ou perder é desporto, pois é, mas quem não gosta de ganhar? 

 

 

           

 

 

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publicado por susana às 22:47
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Nenuco

Cá em casa somos a favor da adopção e são muitas as meninas que têm passado por cá.

Umas têm resistido e já se habituaram a andar despidas ou com roupas menos próprias, pintadas e com penteados que não lembram ao diabo, outras acabaram no lixo de tantos pontapés que foram levando, por não estarem devidamente arrumadinhas no sítio certo.

Aquelas que estão cá há pouco tempo e se mantêm dentro dos parâmetros normais, definidos para uma linda bonequinha, têm o nosso especial apreço e até o irmão ou mesmo eu, achamos-lhes graça e acabamos por entrar na brincadeira. 

Só este Natal vieram umas quantas cá para casa e como a minha filha não tem mãos a medir, tenho-a ajudado no que posso.

Ultimamente tem andado de volta da Nenuco e agora estamos indecisas em relação ao que há-de vestir no próximo fim de semana.

Estamos inclinadas para o vestidinho branco com o gorro e não há dúvida que a mala lhe dá aquele toque especial.

De menos uma dor de cabeça, a Nenuco já está pronta para o passeio higiénico de Domingo e caso se vá ao Shopping, vai com certeza fazer um sainete.

 

 

   

 

   

sinto-me: criança
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publicado por susana às 22:21
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A surpresa da noite

Faltavam cerca de 15 minutos para a meia noite, quando cheguei a casa.

Ontem foi a última sessão do curso, já lhe tinha dito para não esperar por mim e só depois percebi o porquê de tantos SMS que recebi ao longo da noite:

-Então, sempre chegas atrasada?

- Estás a sair?

- Vais demorar?

Quando entrei em casa, segui o cheio delicioso que estava no ar e isto sem exageros, porque cheirava mesmo muito bem e não estava a ser enganada pela fome.

O maridão veio ao meu encontro com um martíni na mão.

- Fazemos um brinde? Mas não podes entrar na cozinha.

  Senta-te, que hoje sou eu que te sirvo!

A escassos minutos da meia noite, lareira acesa, sentei-me na mesa da sala de jantar à espera de ser servida, numa mesa especialmente decorada para mim e até o guardanapo de pano estava colocado a rigor sobre o prato.

De entrada serviu-me Chalotas com passas, vinagre balsâmico e açúcar mascavado.

De imediato fiquei rendida, estava divinal!

Seguiu-se um creme de ervilhas com bacon e como prato principal, um delicioso naco de vitela.

Brindamos várias vezes, sorrimos e olhamo-nos comprometidos e confesso que por vezes me senti desconfortável, mais para o envergonhada, como já não me sentia há muito na sua presença.

Fiquei sem jeito, sei lá....

Foi surpreendente, ele com receio que eu não gostasse e eu maravilhada com tudo o que ele fez.

 

 

                Um brinde  

                                                                                                                                    

 Chalotas com passas                                Vinho maduro tinto alentejano

 

  

    

                             

 O requinte da mesa                            

 

 

               

 

 Creme de ervilhas com bacon                     Vitela com espargos e morilles

 

Terminamos o jantar cerca da 1 hora depois.

Colocamos a conversa em dia, falamos e rimos como se estivéssemos num verdadeiro restaurante, daqueles com estrela Michelin.

Por momentos até esquecemos que os nossos filhos estavam um andar acima de nós, a dormir.

Foi maravilhoso.

- Ainda bem que gostas-te! Da próxima vez vou cozinhar peixe!

Podíamos implementar cá em casa o Jantar Gourmet, uma vez por mês, disse-lhe eu.

- Óptima ideia. Respondeu ele.

E depois daquele jantar desci à terra e ainda tive tempo de preparar umas roupas e colocar a máquina a lavar enquanto ele arrumou a cozinha.

Assim sim, já me senti na minha pele, pelo menos a pele habitual.

Não que ele não cozinhe e aliás é um óptimo cozinheiro, mas pelo menos uma vez por mês, o maridão vai surpreender-me com novos paladares e ingredientes pouco habituais, num jantar requintado à luz de velas, num sítio que adoro, a nossa casa.

Foste espectacular, amor!

 

 

 

sinto-me: apaixonada
publicado por susana às 20:27
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

E o que importa é a qualidade

e não a quantidade, ouvimos dizer.

Nos dias que correm, nestes que se dizem tempos modernos, em que o tempo escasseia, assolados por uma agenda preenchida e mil e uma coisas para fazer.

Ouvimos tantas vezes dizer que o importante não é a quantidade mas sim a qualidade dos momentos que passamos com os amigos, em família, com os nossos filhos e com o nosso marido.

Terão consciência de quanto errada é esta afirmação?

Será que a sentem como verdadeira ou utilizam-na como desculpa?

Confesso que desde sempre me deixei levar por esta frase e eu própria já a proferi vezes sem conta.

A quantidade é tão importante como a qualidade, porque o acompanhamento e a nossa presença constante é quantidade.

Se na maior parte das vezes não estamos, os momentos passam, os nosso filhos crescem e mudam.

Quando eles precisam de uma palavra, de um colo, de um conselho ou mesmo de um incentivo não nos solicitam se não estivermos presentes e na nossa ausência, alguém os ouve, os conforta e a personalidade molda-se e achamos os nossos filhos diferentes e não percebemos porquê.

Há que educá-los com qualidade  oferecendo-lhes a nossa companhia, sempre.

A nossa presença nos momentos mais marcantes e naqueles que nos parecem insignificantes vai permitir acompanhar o seu crescimento e transformações próprias de cada idade.

Os seus comportamentos sofrem metamorfoses constantes fruto das vivências e descobertas diárias.

Cabe-nos a nós, estar atentos e alerta a todos os sinais, caso contrário e quando precisarem de alguém, iram certamente recorrer a quem estiver por perto, seja um amigo ou não.

 

 

 

publicado por susana às 14:10
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Dia de Reis

Vieram os três Reis Magos
Das suas terras distantes
Guiados por uma estrela,
Cujos raios cintilantes
Os levaram ao Deus Menino
Que, a sorrir de bondade,
Recebeu os seus presentes
E os acolheu com amizade.

 

E assim termina a celebração do Natal.

Os enfeites regressam aos caixotes, a árvore é desmontada e colocada num canto da arrecadação juntamente com o espírito natalício que fica adormecido por longos meses.

Guardam-se as luzes e todos aqueles enfeites comprados nas lojas dos chineses, colocados nas janelas e nas portas das casas, que o mais certo é que no próximo ano já não funcionem.

Ainda assim acho que se deveria criar o Concurso da casa mais bem decorada, sendo que a votação podia decorrer entre a semana do Natal e do Ano Novo.

Qualquer um poderia votar na sua casa de eleição, no talho, no café da aldeia, no quiosque dos jornais, ou à saída da missa de Domingo.

A casa eleita mais bem decorada, entenda-se casa bem decorada, seria aquela que mais pisca, com luzes desalinhadas e psicadélicas, com Pais Natal em todas as janelas, daqueles que dançam e saudações natalícias em tecidos de veludo com letras bordadas.

Assim sim, valeria a pena o investimento que alguns fazem na decoração e como recompensa por tanto afinco, seriam premiados com uma fotografia da sua própria casa, na primeira página, a cores é claro, no jornal da terra, para mais tarde recordar.

Seria uma boa forma de encerrar as festas, haveria falatório para os dias seguintes com alguma inveja à mistura o que tornaria uma ida ao cabeleireiro muito mais interessante.

Tudo isto, porque o mês de Janeiro é enorme e ainda é cedo para se comprarem os confetes, purpurinas e serpentinas para o carnaval.

 
 

 

sinto-me:
publicado por susana às 10:29
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