Domingo, 27 de Março de 2011

You have got a mail

Hoje ganhei uma nova leitora, por certo não vai querer perder pitada do que por aqui se escreve, que afinal mãe é mãe, até mesmo no mundo virtual.

Estou mesmo convicta que é só tomar-lhe o gosto, que depois não pára. Força mãe, estou a gostar de ver!

A propósito, já respondi ao teu email. Está combinado o cafezinho de amanhã!

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publicado por susana às 23:01
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Círculos fechados

É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida.
Se insistimos em permanecer nela, depois do tempo necessário, perderemos a alegria e o sentido do resto.
Fechando círculos, fechando portas ou fechando capítulos, como queira chamar, o importante é poder fechá-los, deixar ir momentos da vida que se vão enclausurando.
Terminou seu trabalho? Acabou a relação? Já não mora mais nessa casa? Deve viajar? A amizade acabou?
Você pode passar muito tempo do seu presente dando voltas ao passado, tentando modificá-lo...
O desgaste será infinito, porque na vida, você, seus amigos,
filhos, irmãos, todos estamos destinados a fechar capítulos, virar páginas, terminar etapas ou momentos da vida, e seguir adiante.
Não podemos estar no presente sentindo falta do passado. O que aconteceu, aconteceu.
NÃO PODEMOS SER FILHOS ETERNAMENTE, NEM ADOLESCENTES ETERNOS, NEM
EMPREGADOS DE EMPRESAS INEXISTENTES, NEM TER VÍNCULOS COM QUEM NÃO QUER ESTAR VINCULADO À NÓS.
Os acontecimentos e as pessoas passam por nossas vidas e temos que deixá-los ir!
Por isso, às vezes é tão importante esquecer de lembrar, trocar de casa, rasgar papéis, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros...
Na vida ninguém joga com cartas marcadas, e a gente tem que aprender a perder e a ganhar.
O PASSADO PASSOU: NÃO ESPERE QUE O DEVOLVAM.
Também não espere reconhecimento, ou que saibam quem você é.
A vida segue para frente, nunca para trás.
Se você anda pela vida deixando portas "abertas", nunca poderá desprender-se, nem viver o hoje com satisfação.
Casamentos, namoros ou amizades que não se fecham, possibilidades de "regresso" (a quê?), necessidade de esclarecimentos, palavras que não foram ditas, silêncios...
Fazer a faxina emocional e arrumar espaço nas gavetas do futuro para o novo.
Não por orgulho ou soberba, mas porque você já não se encaixa alí, naquele lugar, naquele coração, naquela casa, naquele escritório, naquele cargo...
VOCÊ JÁ NÃO É O MESMO QUE FOI HÁ DOIS DIAS, HÁ TRÊS MESES, HÁ UM ANO...
portanto, nada tem que voltar.
Feche a porta, vire a página, feche o círculo!
Você nunca será o mesmo, e nem o mundo à sua volta, porque a vida não é estática.
Faz bem à saúde mental cultivar o amor por você mesmo,
desprender-se do que já não está em sua vida.
Lembre-se de que nada, nem ninguém, é indispensável.
É UM TRABALHO PESSOAL APRENDER A VIVER COM O QUE DÓI , DEIXAR-SE IR E APRENDER A DESPRENDER-SE.
E isso o ajudará definitivamente a seguir para a frente com
tranqüilidade.
Essa é a vida que todos precisamos aprender a viver...
Ro Luggeri
publicado por susana às 21:55
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Terça-feira, 22 de Março de 2011

A Páscoa da minha infância

A Laranjinha deixou-nos um desafio empolgante que abraça várias vertentes, a fotografia, a culinária e a escrita.

Falar de um doce de infância é falar de Pão de Ló. Correndo o risco de me tornar repetitiva não seria uma justa participação se promove-se outro doce.

Dos cheiros e das lembranças da cozinha da minha mãe, este foi efectivamente o bolo da minha infância.

O Pão de Ló era colocado de forma majestosa no centro da mesa sobre a toalha de renda. Não havia outra forma de presentear o Domingo de Páscoa.

Os ovos eram caseiros, uma dúzia, encomendados com a antecedência necessária.

As mulheres que estavam à esquina a vender fruta e legumes, que os traziam no carrinho de mão, também vendiam por encomenda coelhos e galinhas.

Ás vezes vasos de plantas, orquídeas em flor, cheios de cachos de cor e beleza. A encomenda chegava a casa pelas mãos da minha mãe, no sábado pela manha.
Da rua, regressava com o saco da mercearia, os ovos caseiros e o pão fresco guardado na saca de pano cuidadosamente passada a ferro e bem vincada.
O bolo era feito à tarde, depois de uma visita ao cemitério. Da campa dos avós maternos, tão lavada e enfeitada com as flores possíveis naquele fim de semana.
Um pinga de café quentinho e uma fatia de regueifa doce, que ajudava a retemperar energias depois da longa caminhada, que o trajecto  para o cemitério fazia-se a pé, de balde na mão. No regresso, já sem as flores, depositadas fielmente na campa, parávamos na casa daquela senhora que cozia a regueifa a lenha. Só o fazia uma vez no ano, por altura da Páscoa.
Era chegada a hora de fazer o bolo e eu lembro-me bem de toda aquela excitação!
Da bacia enorme, do bater das gemas com o açúcar, sempre para o mesmo lado, com a mesma cadencia e braço firme. Uma tarefa demorada, que esse era o segredo para que o bolo crescesse e ficasse fofo. A colher de pau não parava de bulir e as minhas mãozinhas seguravam aquela bacia para que não rodopiasse sobre si. Uma mistura esbranquiçada a borbulhar dava-nos conta de estar no ponto.

Do que eu gostava daquela tarde! Do rapar da bacia os restos da massa crua, tão doce quanto aquele momento.
Cozia em forno lento e era vê-lo crescer e ganhar cor.
O melhor prato do serviço de jantar levava o Pão de Ló à mesa e o compasso trazia-nos uma mensagem de esperança e a bênção aos nossos corações.

 

 

12 ovos inteiros

O peso dos ovos é o peso do açúcar

Metade do peso dos ovos é o peso da farinha

Uma colher de fermento

Um cálice de vinho do Porto

Batem-se as gemas com o açúcar até obter uma massa homogénea esbranquiçada, juntam-se as claras em castelo alternando com a farinha.

Vai a cozer a 180º, cerca de 40 minutos.

Um óptimo acompanhamento para recordações e lembranças de infância!

 

publicado por susana às 22:12
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Primavera

fotografia.JPG
Que brota no meu peito.

Das flores e dos cheiros que se renovam.

Das mil e uma cores dos teus olhos.

Das pétalas do meu sorriso.

Da textura do teu afago.

Das colinas verdejantes dos teus abraços.

Dos botões de rosa dos nossos beijos.

Um grande amor que se fez Primavera.

publicado por susana às 04:27
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Da despedida

fotografia.JPG
Temporária. Definitiva.

Fugaz. Prolongada.

Improvável. Certa.

Imprescindível.

Necessária.

publicado por susana às 04:09
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Rio feliz

fotografia.JPG
"Logo foi o caminho e desmedidos

Os sonhos que nele tive.

Mas ninguém vive

Contra as leis do destino. 

E o destino não quis Que eu me cumprisse como porfiei.

E caísse de pé, num desafio Rio feliz a ir de encontro ao mar 

Desaguar, 

E, em largo oceano, eternizar 

O seu esplendor torrencial de rio." 

 

Miguel Torga 

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publicado por susana às 03:58
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Domingo, 20 de Março de 2011

Lua adversa

( a lua da minha rua)

 

Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles, in 'Vaga Música

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publicado por susana às 21:42
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Sábado, 19 de Março de 2011

Feliz dia papá!

O pai dos meus filhos merece esta singela homenagem. Um pai extremoso, presente, empenhado na educação dos filhos e no seu bem estar.

Eles adoram o pai e participar nesta sessão fotográfica foi um momento particularmente especial.

 

 

 

Existe um outro pai que merece hoje um carinho especial, o meu. Que todos os agradecimentos serão sempre poucos para tanto que fez pelos filhos ao longo da vida. Um pai maravilho o meu, que hoje se revela também um excelente avô. Fomos mesmo bafejados pela sorte.

publicado por susana às 08:00
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Sexta-feira, 18 de Março de 2011

Nesta data querida

Diz que deve ser uma crise da meia idade. Que afinal fazer 40 anos, até dá que pensar. E eu acho que dá mesmo que pensar. Que têm sido anos intensos, com todas as dificuldades e alegrias que a vida te tem dado. Mas o extraordinário mesmo, é a forma como a encaras. É a forma como a vives, mesmo com todas as vicissitudes que batem à porta. Orgulho-me tanto de ti, os teus filhos veneram-te. És realmente um homem extraordinário. E és meu.

Afinal eu, é que sou uma mulher de sorte!

Hoje cantam as nossas almas. Parabéns meu amor.

publicado por susana às 08:31
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Quinta-feira, 17 de Março de 2011

É deixa-la ir!

Quando precisa de estar só, foge para a praia. Só o mar a vê chorar. Refugia-se na brisa e nas ondas que lhe beijam os pés.

Naquele dia percebi que não tardava muito para que fugisse a correr. E sair dali era o que mais queria. Se a conhecesses bem facilmente perceberias, que era essa a sua vontade. Fugir para casa. Para aquela praia que encerra tantas lembranças, tantos momentos, que por mais anos que viva nunca se irão apagar. Que o conforto que precisa, é lá que encontra e não porque tenha vergonha de chorar diante de nós. Se a conhecesses bem, perceberias.

Era forte o que sentia e a explosão de raiva era feita de lágrimas. E fugir para casa, era tão somente o que ela precisava. É deixa-la ir.

Saiu a correr, não olhou para trás. Nem sequer hesitou. Nem podia, se aquele era o mais ardente desejo. Fugir para longe, para casa. 

Que só as ondas espelham o sofrimento e lhe calam a dor.

É o sal do mar que dá sabor à vida.

O sorriso há-de voltar e a vontade de regresso não há-de tardar, mas naquele momento, sair dali era tudo o que ela queria.  

É deixa-la ir!

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publicado por susana às 22:41
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