Segunda-feira, 30 de Março de 2015
Mais um fim de semana que passou a voar.
Dois dias que acabam sempre por se tornar pequenos quando temos tanta boa que queremos fazer.
Este fim de semana com a agravante da mudança da hora, pois, pois! Menos uma hora de diversão! Os fins de semana têm sido para lá de bons, com muita oportunidade para praticar desporto ao ar livre. Desta vez em Montemor-o-Velho, no Centro de Alto Rendimento. Acompanhamos o moreno, que participou na Taça de Portugal de Velocidade em embarcações de K1 e C1.
Eu rendida à canoagem, um amor antigo, portanto.
No sábado saltamos bem cedo da cama, mas valeu a pena. Os miúdos divertiram-se tanto! Até eu tive direito ao meu momento Zen e corri. Não faltaram condições para a prática.
Domingo rumo ao ninho. A nossa praia recebeu-nos como sempre, de braços abertos. Corri junto à praia, quase morri, não levei agua, nem dinheiro. Lá implorei um copo de água num café.
Almoço em família. Brincadeiras de primos! Risos, muitos risos! Balburdia! Do melhor!
Momentos tão bons, tão bons!
Quarta-feira, 25 de Março de 2015


Já tinha percorrido mais de um terço do percurso, acho! Estava exausta. Curiosamente não vi o Carlos, a tirar-me as fotos. Não vi ninguém. Por esta altura estava extremamente cansada. É curioso que pareço pensativa, nas fotos, mas a mente é a única parte em mim, que ia leve. Até podia ir embrenhada em algum pensamento ou talvez não. Na maior parte das vezes, é a abstração total que me conduz os passos. O silêncio acompanha a natureza, que simplesmente me guia. E isso é tão melhor que a selva do dia a dia! Trocava tantos dias da minha vida por um só dia assim!
Domingo, 22 de Março de 2015
Sexta-feira, 20 de Março de 2015


Sou do tipo saudosista. Não vivo agarrada ao passado, mas há momentos que marcam de tal forma, que para além de nos terem tornado no que somos hoje, parece que ainda permanecem em nós, tão presentes. O meu pai é único, é um homem de que me orgulho muito! Um homem pacato, parco em palavras. Por força da vida, não me viu crescer, não me viu sequer nascer e sei que isso doeu. Doeu muito. Não revejo a minha infância nas fotos que guardo naquela caixa lilás, já amassada. Sim mãe, a tua caixa de fotos, que tenho há anos comigo e ainda não organizei! Não tenho uma foto, uma que seja, no colo do meu pai. Não tenho. Não me lembro dos presentes que lhe fiz para o dia do Pai. Devo-os ter dado à minha mãe. Talvez os tivesse guardado para quando estivesse para chegar de uma de tantas viagens. Talvez tivessem ficado esquecidos em alguma gaveta. Às vezes também passamos a esquecer aquilo que não nos queremos lembrar. Porque há lembranças que doem tanto. Depois a vida trouxe ao meu pai três netos maravilhosos. Que ele viu nascer, viu crescer, educou, tomou conta, brincou, brincou muito muito. E deu colo e adormeceu. E levou ao médico. Ainda hoje, aquela mão áspera que acaricia o rosto da minha filha, é como se acariciasse o meu. O orgulho e a felicidade é tanto meu, como dele! Porque a vida, quando nos dá uma segunda oportunidade, dá-nos em dobro.
Segunda-feira, 16 de Março de 2015
Ontem foi dia de mais uma prova.
Trail em Valongo.
O Trail do Paleozóico!
Já me perguntaram se estava exausta demais por ainda não ter escrito nada.
Estou bem fisicamente. Muito bem.
Estou ainda a absorver o resto das emoções, as outras, aquelas que ficaram a fervilhar à flor da pele. As que não são carnais.
Não contam as nódoas negras, não conta a má disposição a roçar o enjoo, o calor insuportável, a dor de burro, a sede e a gestao de líquidos ou a falta dela, as cãibras, as dores nas pernas, os arranhões, os deslizes, as quase quedas, a exaustão...o medo de resvalar e a solidão durande quilómetros a fio.
O resto é mais! Muito mais.
Tudo isto se desprendeu de mim, quando cortei a meta.
O que ficou e trouxe comigo, ainda eu não consigo transcrever para o papel.
Quarta-feira, 11 de Março de 2015
Quando compro uma revista, não a leio de fio a pavio. Primeiro folheio-a. Começo pelo fim. Outras vezes, já depois de matar a curiosidade, encosto-a e só mais tarde, volto a pegar-lhe. Só depois vou à leitura propriamente dita. Depois de ler as gordas, como se costuma dizer. A minha filha fixa-se nas fotos das modelos, com vestidos de princesa. Adora as pinturas, os penteados e os sapatos, de preferência, de saltos altos! Gaja! Hoje folheamos a revista juntas! Estacionamos num artigo relacionado com a forma mais correta de nos pintarmos. Logo eu que raramente me pinto! O antes e o depois de uma mulher linda, que com a maquiagem correta rejuvenesceu uns bons anos. Muitos mesmos. Perguntei-lhe que idade lhe dava, depois de maquilhada. Curiosamente atirou para o ar a mesma idade que eu pensei. Fiquei admirada com a resposta. A miúda começa a ter olho prá coisa! E continuamos a folhear a revista num diálogo pegado, cheio de ideias! A minha menina cresce a olhos vistos, é vaidosa e tem opiniões muitos próprias! E gosta de opinar! As vezes sou eu que não estou bem, diz! - Não combina, mãe! É a resposta que ouço!
Segunda-feira, 9 de Março de 2015

Não me lembro de alguma vez ter ido a um casamento e ter levado outros sapatos para mudar. Das bolhas lembro-me bem, de pés massacrados e das asneiras que dizemos por causa dos tacões! Dos pés inchados e do esforço para nos mantermos de pé, com os sapatos calçados! Trocar os sapatos pelas sapatilhas neste casamento, foi uma vontade de todos. Era obrigatório! Afinal foram as sapatilhas que nos juntaram. Mas fica a dica para os próximos casamentos!!! Dançar assim teve outro encanto. E dores de pés? Nenhumas!




Nos últimos tempos os nossos fins de semana têm sido uma animação pegada. Este então foi de arromba! De tranquilo não teve nada. Nem de sofá, nem de praia, nem de cama, nem de ronha! Nada de dolce far niente! No sábado um casório que primou pela alegria! Os noivos estavam lindos. Os convidados bem dispostos e divertimo-nos como se não houvesse domingo. Como se não tivéssemos que levantar cedo para ir correr 27km!!! Empeno total. Uma alegria maior que as dores do corpo. E tudo ficou a doer, ainda hoje dói. Nem é bem dor, é um cansaço descomunal. Mas isto passa! Já o que eu não quero que passe, é a alegria contagiante que se viveu este fim de semana! Que os nossos amigos, que agora estão longe em modo de lua de mel, tenham uma vida repleta de momentos felizes, a sós, em família e com os amigos! Que o quotidiano também lhes sorria sempre e quando a vida lhes pregar partidas, saibam permanecer juntos e sorrir. Depois do mau tempo vem sempre a Primavera! Mas é imprescindível ter a paciência necessária para esperar que as flores floresçam! Nada acontece fora de tempo!
Sexta-feira, 6 de Março de 2015
Há alturas em que eles nos gastam o nome! Mãe, mãe, mãe! Ponto. Ainda que esteja o pai, ao lado...é só mãe! Arre. É pá, ás vezes cansa! Ufa! - E chamar o pai, não? - Não! Ponto!
Quinta-feira, 5 de Março de 2015

Acordada a estas horas. Quase 3! Também é certo que me deitei cedinho. Já dormi umas horinhas, faltam outras tantas! Até nem estou propriamente rabugenta. Se calhar isto é mais fome que sono! A ver se a mistura de canela e mel ajuda... a matar a fome e a chamar o sono!