
O que eu gosto destas panquecas!!!

Quando penso numa palavra que marcou a minha infância, bacalhau foi seguramente uma delas. E esta palavra está associada não só à minha vida, como à do meu irmão e à dos meus pais. Muito bacalhau comi, do melhor, como hoje acho que não como, porque não é pescado pelo meu pai, nem cozinhado pela minha mãe. Porque os dois preparavam-no com amor e com arte! Tenho saudades, muitas, dos rituais que a palavra bacalhau encerra. Saudosismo à parte, e para grande surpresa cá de casa fiz um Bacalhau à brás. Disse o moreno que foi a primeira vez que fiz e os miúdos não têm ideia da última vez que comeram, pelo menos, feito por mim. Bacalhau à Brás, repetiram e não sobrou! Para eles, mais um prato, para mim muito mais... O bacalhau é uma memória antiga..rica em sinónimos!!! É comida, é família, é lágrimas, é reencontro e é saudade!

Hoje acordei antes do despertador.
Bem antes, diga-se!
E não foi um beijo enamorado nem um dos miúdos que me acordou, ou não estivesse eu sozinha em casa.
Nem foram os cães a ladrar, que tanto me têm arreliado nos últimos tempos,
A chuva decidiu dar o ar da sua graça e a janela atenta, bem mandada por sinal, fechou! E foi com esse barulho que acordei!
Com a janela a fechar, um bom pressagio portanto! A pensar nos ciclos que se encerram, nas portas que queremos fechadas a sete chaves e nas janelas que queremos abertas de par em par!
E acordei cheia de fome!
E foi na cozinha que continuei a relaxar.
Preparei um otimo pequeno sem gluten, assunto para os próximos capítulos, que sobre isto haverá muito mais a dizer.
Tomei o pequeno almoço no pátio, sob o olhar tento do Spot e da chuva miudinha!
Céu carregado e cinzento, nem parece Agosto e as férias estão a chegar.
Hoje, sinto-me pronta para os improvisos do dia, para as surpresas que possam vir.
Pronta para o mau–humor e para a falta de paciência. Pronta para a falta de tolerância e pronta para as crises de arrogância.
Hoje acordei tranquila e confiante.
Imune!
Acordei cheia de saudades das minhas crias e do meu amor e acordei cheia de fome.
Aos poucos vou matando o que me consome, o que me faz falta e o que dispenso.
E hoje até matei a falta de vontade de escrever! E voltei a este cantinho que tanto me costuma fazer feliz!
E dar a volta e recomeçar, é o lema para continuar...
Recomeços... acreditar... insistir... tem sido sempre assim!