Quarta-feira, 31 de Março de 2010

A minha mãe e eu

A noite de hoje foi bem diferente da noite de ontem.

Combinamos que depois do trabalho a ia buscar a casa.

Fomos às compras, só as duas e foi especialmente bom.

Conversamos, como duas amigas e tornamos uma saída banal num momento só nosso.

Esta cumplicidade não é uma característica da nossa relação de mãe e filha, nunca foi, mas ao longo dos últimos anos tem existido uma aproximação como não houve quando era jovem.

Eu não era nada caseira, sempre gostei de laurear a pevide, ao contrário da minha mãe, sempre no seu canto.

Hoje insistiu para que saíssemos, partiu dela o convite.

O meu pai jantou sozinho e por vontade da minha mãe também tínhamos jantado fora de casa.

- Comemos uma pizza? Que dizes, jantamos por aqui?

- Então e o pai, não está à tua espera? Perguntei eu.

- Não, ele come qualquer coisa, não há problema.

Naquele momento os papéis inverteram-se.

Recusei o convite e fomos juntar-nos ao meu pai. 

Quando chegamos, já tinha terminado a refeição.

Provavelmente numa outra época se teria insurgido contra a ausência da minha mãe, teria reclamado da falta de companhia para jantar.

Numa outra época, não agora, não hoje.

Sorriu-me quando lhe beijei a face.

Concluiu que demoramos pouco e que podíamos ter aproveitado um pouco mais o passeio.

Percebi como lhe agradou o facto de estarmos juntas.

A preocupação que sentem em relação ao meu bem estar, exige deles uma presença constante e atenta.

Os pais são assim, preocupados, quando amam.

Uma mãe reconhece a tristeza, mesmo que camuflada por um sorriso.

Os olhos de uma mâe vêem tanto, quanto sentem aquela dor calada que um filho insiste em esconder ou dissimular.

O amor de mãe tem este poder, esta força, tem destas coisas.

 

 

 

  

 

  

publicado por susana às 00:06
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