Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Amar é

Ter dúvidas constantes e usar a reflexão como uma forma de melhorar e organizar a nossa vida, enquanto indivíduos que tomamos decisões.

Amar é questionar sempre, a forma como agimos e descobrir dentro de nós a resposta, menos egoísta e mais altruísta.

Amar, é dar tudo sem pensar sequer numa compensação ou recompensa e a existir, que seja ele o recompensado, que até isso, é tão simplesmente amar.

É com um pensamento destes, às 8h da manhã, que acordo e ninguém diria que me deitei para lá de horas decentes, depois de ter tido uma noite de festa, fria e ventosa, porém alegre, rodeada da família e amigos, no S. João do Porto.

Que o melhor mesmo neste momento, é ser feriado aqui por estas bandas, não onde vivo, mas onde trabalho, que me vai permitir organizar as ideias de uma forma mais tranquila, que os últimos tempos têm sido conturbados.

Às vezes, tantas vezes, dou comigo a olhar para um ponto distante, na tentativa de o conseguir focar, seja uma local específico, uma casa do outro lado da rua, uma árvore, qualquer coisa que me deixe num estado tal de concentração, e peço um sinal.

Que não sou maluquinha, ainda de uma forma completa e dou comigo muitas vezes a falar em voz alta, aquilo que penso.

Fico parada no tempo, perto de tudo mas abstraída do que me rodeia, para me encontrar só comigo e tantas vezes, tantas vezes peço um sinal!

Só queria um sinal, algo que me fizesse acreditar que aquela decisão é a correcta, que é o melhor.

Se calhar este pedido denota insegurança e medo, pois claro que sim, admito-o, que se assim não fosse, não pensava sequer num sinal e agia ou ficava no meu canto.

Que quando estamos seguros de algo, agimos e ás vezes erramos, outras nem tanto.

Se calhar em algum momento da minha vida até surgiu esse sinal, que pedi e não chegou, ou porque não compreendi, ou não o entendi como tal e hoje, mais uma vez, só queria um sinal.

Um sinal que me levasse em frente, sem temor de arriscar e falhar.

É aterrador falhar, será mesmo?

Não será mais cruel não ter arriscado, quando temos oportunidade de o fazer?

Tudo tem que ser muito bem ponderado, devemos ver o lado positivo e o lado negativo, as precipitações podem ser fatais, as decisões irreversíveis, mas fazer o quê?

Deixar tudo como está? Estar descontente e não agir? Sentir revolta e aceita-la sem resignação?

Ou é mais fácil usar da passividade e acreditar ou querer acreditar, que as coisas hão-de melhorar?

Por si só, esta já não é uma decisão que estou a tomar?

Fazer ou não fazer, avançar e correr o risco, deixar tudo como está, já é tomar uma decisão.

A diferença, é que deixar tudo como está, é não sair da zona de conforto, é continuar descontente e não agir, é usar de passividade, é não lutar, é não tentar.

É conformar-me, mas eu estou farta de me conformar, que já vivi muitos anos conformada e aprisionada ao medo, por não ter arriscado no momento certo.

No desconhecido também se encontra a felicidade e nós somos a prova viva disso, quando voltaste a arriscar, quando trocas-te o certo pelo incerto e vieste para perto de mim, deixando toda a família e os amigos, quando decidimos em conjunto casar na Igreja, quando decidimos ter os nossos filhos, quando voltamos a ter esperança depois do Gonçalo ter partido, quando decidimos comprar a nossa casa, quando decidimos transferir o nosso filho de escola, quando decidimos que Lisboa seria a melhor opção, é que afinal até já tomamos muitas decisões importantes, mas nunca nos arrependemos de nenhuma das decisões que tomamos, pois não?

Eu sei que já fraquejámos e questionamos algumas decisões, eu sei, ambos sabemos, mas hoje tínhamos feito tudo igual, eu sei.

Ás vezes temos medo, nem sempre estamos seguros das nossas decisões, calamos e não damos um passo em frente, o passo que agora pode fazer toda a diferença nas nossas vidas, na dele principalmente, mas foi sempre a dois e hoje não vai ser diferente.

Será este o sinal?

publicado por susana às 08:16
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2 comentários:
De Clo a 26 de Junho de 2010 às 12:43
Susana os passarinhoso ?beijos para todos esta muito gira a. Carta da amorosa do nosso Tiago vai dar cabelos brancos
De susana a 27 de Junho de 2010 às 00:33
Os passarinhos estão muito engraçados, estão a ficar muito crescidos, mas ainda não saem do ninho.

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